Hit da Serra Gaúcha. Sempre!
Com pouco mais de 400 mil habitantes, a segunda maior cidade do Rio Grande do Sul é o que é hoje graças aos italianos. Os primeiros imigrantes, que ali desembarcaram no fim do século 19, introduziram na região hábitos como o cultivo da uva e receitas como o galeto e as massas. Somadas à privilegiada paisagem serrana e ao clima, ameno e agradável em boa parte do ano, tais influências ajudaram a transformar Caixas do Sul em um dos destinos mais visitados da Serra Gaúcha, capaz de preservar com equilíbrio suas origens e o jeitinho bucólico de interior. Outra vantagem da cidade está na sua localização: respectivamente a 39 e 75 quilômetros de Bento Gonçalves e Gramado, é um ótimo ponto de partida para percorrer as melhores vinícolas do país.
FIQUE MAIS UM DIA
Um dos passeios mais bacanas de Caixas do Sul é visitar as cantinas, onde há degustação e venda de vinhos e produtos coloniais. Na Cantina Tonet (Travessa Thomposon Flores, 7 km, 3217-3636. 8h/18h), por exemplo, entre janeiro e março, o visitante pode fazer o seu próprio vinho – colhe a uva, pisa, engarrafa e, por fim, cria seu rótulo para a bebida que pode ser consumida no ano seguinte. Pequeno e bem-organizado, o Museu Municipal da Uva e do Vinho (Rua Luiz Franciosi Sério, 350, 12 km, 3535-1640. 3ª/dom 9h/17h), exibe máquinas e objetos usados em cantinas familiares da região desde o fim do século 19. As duas atrações fazem parte dos roteiros sugeridos pela Secretaria de Turismo (0800-541-1875), que também indica guias credenciados para orientar o passeio. Para um jantar especial, conheça a Villa di Villa (Travessa Humberto I, 400, 7 km, 3208-1130. Cc: V. Cd: V. 3ª/sáb 19h30/23h30). Estrelado pelo Guia Brasil 2010, o restaurante funciona na própria casa do chef Evandro Comiotto e só atende com reservas. O cardápio varia conforme a estação, mas há sempre uma boa oferta de risotos inventivos como o de ervilha com alho-poró crocante, além da ótima carta de vinhos.
